câncer de pele: sinais, diagnóstico e tratamento

O câncer de pele é o câncer mais comum do Brasil — e um dos mais curáveis quando descoberto cedo. Uma ferida que não cicatriza, uma mancha que muda ou uma pinta diferente das outras merecem avaliação dermatológica.

o tamanho do problema

O câncer de pele não melanoma responde por cerca de 30% de todos os tumores malignos do Brasil — são mais de 220 mil novos casos estimados por ano, segundo o INCA. O melanoma, mais raro e mais agressivo, soma cerca de 9 mil casos anuais.

Fonte: INCA — Instituto Nacional de Câncer

quais são os sinais de alerta?

Procure avaliação dermatológica se notar:

  • Ferida que não cicatriza em cerca de 4 semanas, ou que cicatriza e reabre;
  • Mancha ou “espinha” que sangra com facilidade e não desaparece;
  • Pinta que muda de cor, tamanho, formato ou relevo;
  • Lesão nova que cresce de forma progressiva;
  • Nódulo perolado ou avermelhado, principalmente em áreas expostas ao sol;
  • Mancha escura nova ou diferente das demais — inclusive em palmas, plantas e unhas.

a regra do ABCDE para pintas

  • A — Assimetria: uma metade diferente da outra;
  • B — Bordas: irregulares, mal definidas;
  • C — Cor: mais de uma cor na mesma pinta;
  • D — Diâmetro: maior que 6 mm;
  • E — Evolução: qualquer mudança recente.

Nenhum desses critérios fecha diagnóstico sozinho — eles indicam quais lesões merecem exame com dermatoscopia.

quais são os tipos de câncer de pele?

TipoFrequênciaComportamento
Carcinoma basocelular (CBC)O mais comumCrescimento lento e local; raramente se espalha, mas destrói tecidos ao redor se não tratado
Carcinoma espinocelular (CEC)Segundo mais comumPode crescer mais rápido e, em alguns casos, atingir linfonodos
MelanomaMais raroO mais agressivo; excelente prognóstico quando detectado precocemente

como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa no exame clínico com dermatoscopia — uma lente especial que amplia e ilumina as estruturas da lesão, aumentando muito a precisão da avaliação. A Dra. Andrea tem formação específica em dermatoscopia (fellow na Itália). Quando a lesão é suspeita, a confirmação vem pela biópsia, um procedimento simples feito com anestesia local.

como o câncer de pele é tratado?

O tratamento depende do tipo, do tamanho e da localização do tumor. Na maioria dos casos, é cirúrgico:

  • Cirurgia dermatológica convencional — remoção com margem de segurança, indicada para grande parte dos tumores;
  • Cirurgia micrográfica de Mohs — exame de 100% das margens durante a cirurgia; indicada para tumores no rosto, recidivados ou de limites mal definidos, com taxas de cura de até 99% em carcinomas basocelulares primários (SBD).

A Dra. Andrea acompanha o caso do diagnóstico à reconstrução, operando em consultório ou em hospitais de referência de São Paulo (Sírio-Libanês, Albert Einstein, Samaritano e Nove de Julho).

como prevenir?

  • Protetor solar diário (FPS 30 ou mais), reaplicado na exposição prolongada;
  • Evitar sol entre 10h e 16h; chapéu e roupas com proteção ajudam mais do que parecem;
  • Nunca usar câmara de bronzeamento artificial;
  • Conhecer a própria pele — e examinar também couro cabeludo, orelhas, palmas, plantas e unhas;
  • Avaliação dermatológica periódica, especialmente se você tem fatores de risco.

perguntas frequentes

Como saber se uma mancha é câncer de pele?

Só o exame médico confirma, mas ferida que não cicatriza, lesão que sangra fácil, pinta que muda e mancha que cresce são sinais que pedem avaliação. Na consulta, a dermatoscopia permite examinar a lesão com precisão e decidir se há necessidade de biópsia.

Câncer de pele tem cura?

Na grande maioria dos casos, sim — especialmente com diagnóstico precoce. Os carcinomas têm altíssimas taxas de cura com tratamento adequado, e o melanoma detectado no início também tem excelente prognóstico.

Quem tem mais risco?

Pele, olhos e cabelos claros, histórico de queimaduras solares, muitas pintas, exposição solar acumulada, casos na família e imunossupressão. Nesses perfis, o acompanhamento periódico é ainda mais importante.

De quanto em quanto tempo fazer check-up de pele?

Uma avaliação anual é uma boa referência geral; quem tem fatores de risco pode precisar de intervalos menores. A periodicidade ideal é definida em consulta.

Biópsia dói? Deixa marca?

A biópsia é feita com anestesia local e costuma ser rápida e bem tolerada. A marca resultante geralmente é pequena, e a técnica é escolhida para minimizá-la.

notou algo diferente na sua pele?

Não espere a lesão “se resolver sozinha”. Diagnóstico precoce é o que transforma o câncer de pele em um problema tratável.

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