mapeamento de pintas & dermatoscopia

A dermatoscopia é um exame não invasivo e indolor que amplia as estruturas das suas pintas e manchas, permitindo identificar sinais de risco muito antes de eles serem visíveis a olho nu. É a principal ferramenta do diagnóstico precoce do câncer de pele.

quando uma pinta é suspeita?

Merece avaliação a pinta que muda — de cor, tamanho, formato ou relevo —, que coça ou sangra, que cresce, ou que é visivelmente diferente de todas as outras (o chamado “sinal do patinho feio”). A regra ABCDE resume os critérios clássicos: Assimetria, Bordas irregulares, Cores múltiplas, Diâmetro acima de 6 mm e Evolução recente.

Nenhum critério isolado confirma nada: a maioria das pintas “feias” é benigna, e algumas lesões perigosas são discretas. É exatamente por isso que o exame dermatoscópico importa.

o que é a dermatoscopia?

É o exame feito com o dermatoscópio, um instrumento óptico que ilumina e amplia a lesão em até dezenas de vezes, revelando padrões de pigmento, vasos e estruturas internas invisíveis a olho nu. Nas mãos de quem tem treinamento específico, a dermatoscopia:

  • aumenta a precisão do diagnóstico de melanoma e outros cânceres de pele;
  • evita biópsias e cirurgias desnecessárias em lesões benignas;
  • orienta o local exato da biópsia quando ela é necessária.

A Dra. Andrea é fellow em Dermatoscopia pelo Dermatology Unit of Campania (Nápoles, Itália, 2019) — formação internacional dedicada exclusivamente a esse exame.

como funciona o mapeamento de pintas?

  1. Exame completo da pele — da cabeça aos pés, incluindo couro cabeludo, palmas, plantas e unhas;
  2. Registro fotográfico das regiões do corpo e das lesões individuais relevantes;
  3. Dermatoscopia das lesões selecionadas, com documentação das imagens;
  4. Comparação ao longo do tempo — nas avaliações seguintes, qualquer mudança fica objetiva, e não dependente da memória.

O mapeamento é especialmente indicado para quem tem muitas pintas, pintas atípicas, histórico pessoal ou familiar de melanoma, pele muito clara ou histórico de queimaduras solares.

o que acontece se algo suspeito for encontrado?

Depende do grau de suspeita: lesões de baixo risco são acompanhadas em intervalos definidos; lesões suspeitas são biopsiadas ou removidas — procedimentos simples, com anestesia local, realizados pela própria Dra. Andrea, que é cirurgiã dermatológica. Se houver confirmação de câncer de pele, o planejamento do tratamento (incluindo cirurgia de Mohs, quando indicada) é feito sem que você precise trocar de médico no meio do caminho.

perguntas frequentes

O exame dói?

Não. A dermatoscopia é feita com o aparelho encostado suavemente na pele — sem cortes, agulhas ou desconforto.

De quanto em quanto tempo devo repetir o mapeamento?

Depende do seu perfil de risco. Para a maioria das pessoas, o intervalo anual funciona bem; perfis de maior risco podem precisar de intervalos menores. Isso é definido em consulta.

Preciso tirar toda pinta suspeita?

Não. A maioria das pintas é benigna e apenas acompanhada. A remoção é indicada quando os achados sugerem risco — e todo material removido é enviado para análise.

Posso fazer o exame estando bronzeada?

Pode, mas o ideal é evitar exame logo após queimadura solar, que pode alterar temporariamente o aspecto das lesões. Se possível, agende fora do pico do bronzeado.

Crianças também podem fazer?

Sim — a avaliação de pintas pode ser feita em qualquer idade, e o exame é totalmente indolor.

quando foi sua última avaliação de pintas?

O melanoma detectado no início tem excelente prognóstico. A consulta de rastreamento é simples, indolor e pode fazer toda a diferença.

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